Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 11
O resultado final do holocausto purificador trazido pelo fogo de Jesus Cristo, será — como diz o Apocalipse em um capítulo dedicado a revelar desventuras últimas — que o céu (o mundo sutil, psíquico, segundo a concepção subjetiva) e a terra (o mundo material, hílico), "fugirão sem deixar rastro" (Ap 20,11) e por conta disso ficará aberta a passagem a um "céu novo e uma terra nova" nos quais o fruto prometido por Deus segundo a semente semeada e cada homem, terá dado sua "medida" completa (Parábola do Semeador). Por isso adita o Apocalipse que tais céus e terra novos serão "a morada de Deus com os homens". "Deus-com-eles" — diz em um clara evocação do "Deus-conosco do livro de Emmanuel" — será seu (nosso) Deus" (Is 66,22). Isaías antecipa isto mesmo e confirma a condição estritamente subjetiva da nova Jerusalém, ao transmitir um oráculo de YHWH: "Os céus novos e a terra nova que faço permanecem em minha presença".